terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como funciona a minha cabeça

Tenho uma amiga que terminou o noivado e então conheceu o mais profundo charco de lama. Deixei que ela chorasse uma, duas, três semanas até que achei que era o momento de dizer uma verdade:
- Minha flor, ele era banguelo!
(Assim, quando ele ria faltavam uns laterais).
Longe de mim apontar o dedo e dizer "alá, não tem dente" até porque "como será o amanhã? Responda quem puder." Mas na minha cabeça é simples. Explico: um cara de 22 anos, VINTE E DOIS ANOS, em perfeitas condições de usar fio dental e escova de dentes todos os dias, que não tem zelo para cuidar dos próprios dentes, cuidaria dela como?

Beijo grande
Kézia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando um amor começa...

“... nossa alegria chama, e um violeiro toca em nossa cama.” Ah, Almir Sater! ♥

Voltei de uma viagem pro Mato Grosso do Sul encafifada que queria ir a um show dele. Mas, gente, onde Almir Sater faz show? O homem não tem nem site. Não havia sinais. Acontece que nestas sincronias de tempo e espaço, exatas três semanas depois, vi o anúncio que ele estaria aqui. Eu só precisava de companhia. Daí, lembrei que conheço a maior fã dele, que na oportunidade que teve de conhecê-lo no camarim, não pode porque seu marido (com quem era casada há quase 50 anos) ficou com ciúme: a minha vó. Liguei pra ela e pedi que viajasse quase 400 km para me acompanhar. E ela, claro, veio.

Eu poderia me perder na descrição do show. Como minha vó estava fofa escolhendo a roupa perfeita para encontrá-lo. Como seguramos o ar ao vê-lo entrar no palco. Todas as vezes que suspirei fundo. Cada vez que meu coração disparou. Cada vez que rimos dos causos que ele contou. Cada vez que meus olhos se encheram de lágrimas. Como os olhos da minha vó brilhavam por estar ali. O fato dela não ter sentido sono ou qualquer dorzinha por ficar tanto tempo sentada. O jeito que ela sorria. Como fazia carinho em minhas mãos. Como me apertava as mãos quando começava nossa outra música preferida. Mas tudo seria insuficiente. Ao fim, enquanto todos aplaudiam de pé, minha vó, do alto dos seus 1,50m, dava tchauzinho pra ele. Lindo! Ficamos no corredor por onde ele passaria e quando o homem apontou, ela o pegou pelo pescoço, baixou até a altura dela, encheu seu rosto de beijos e disse “estou te beijando com se eu fosse sua mãe” (me diz? Ela não é demais?). Não conseguia dormir depois de tão emocionada. Aos 73 anos, finalmente, ela sentiu o cheirinho dele (que disse ser bom demais).

E por estes abraços rápidos, por ouvir seu violeiro preferido deitada no ombro da mulher mais amável do mundo, por proporcionar que esta mesma mulher linda encontre seu ídolo, por concordar com ele dizendo que “quando o amor começa, nossa alegria chama”, por estar lá, por continuar feliz ao lembrar que estava lá, por prometer que estará na primeira fila do próximo, por esperar com convicção que haverá uma próxima vez, por tantas coisas boas, por tantas coisas pequenas, que me convenço que a alegria está mesmo na simplicidade.


Beijo bem grande

Kézia

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Em cabeça de mulher e saco de mendigo ninguém sabe o que tem dentro*

Minha amiga terminou o namoro como um espirro (se pá no meio da TPM, mas beleza). Se arrependeu três dias depois. Mas já era tarde. Tudo estava triste e sombrio até o dia em que ela bebeu demais e resolveu matar a saudade ligando pra ele (já disse isso aqui, mas vale ressaltar: bebida e celular não prestam, gente). E lá vai. Ele atendeu já trocando as esporas:

- O que você quer? Você bebeu?

- Não. Só quero conversar.

- Quer conversar? Liga pra Hebe.

Que fino!

Eu ri.

Daí a vida continua e ela é uma novela mexicana mesmo. Eis que depois de 10 anos num relacionamento indefinido e sem cobranças, ela surtou e falou que não queria mais e que se ele quisesse alguma coisa séria tinha que parar de ligar pra ela de madrugada como se ela fosse uma... (não vou reproduzir). Amei. Demorou. E ele? Sumiu, claro. Bom, perdeu. Prossigamos. Ela conheceu outro cara e começou a sair com ele. Nisso os mortos ressuscitam e o 10-anos-de-ficadas-sem-compromisso surge espalhando pra todo mundo que ela estava com outro e que o cara não era bom o suficiente. Homem quando é fofoqueiro, pelamor. Até aí, quem se importa com a opinião dele? Foi. Passado. Eis que o 10-anos-de-ficadas-sem-compromisso começa a enviar mensagens pra ela:

1ª: Havaianas.

2ª: RISOS.

3ª: Todo mundo usa.

Gente, EU RI. E ela nem se deu ao desplante de responder.

Ah a vida! É por isso que não conto piada. A vida é uma piada por si só.


Beijo grande a todos e um abraço apertado pra minha amiga Ninja, que sempre me fez rir das mazelas da vida e merece um descanso nos braços do novo amor

Kézia

* Frase do novo amor da Ninja. Tô falando, gente, essa vida....

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Balanço inicial

Ano passado o amor soprou com carinho lá em casa. Minha irmã ficou noiva e minha mãe – 23 anos depois e finalmente recuperada do baque - começou a namorar. Eu abri o coração e nunca fiquei tão suspirante. Questionei tudo. Duvidei de todas as minhas convicções. Foi um ano de encontros e reencontros. Não deu para ser feliz o tempo todo, mas até aí, normal, nunca dá mesmo.

E esse ano muitas coisas acontecerão. Casamentos. Noivados. Viagens. Projetos novos. Preciso terminar a pós e finalmente atingir o avançado no inglês. E eu quero coisas simples. Uma vida tranqüila e um avião com destino à felicidade. “A felicidaaaade pra mim é você. Pense em mim. Chore por mim. Liga pra mim.” Opa! Voltando. Entre tantas coisas eu quero definir o abdômen. Foi uma vontade que chegou de repente como todas as vontades chegam (assim como aquela que nasceu anteontem de completar uma prova de IronMan até os 35 anos). Disciplina e perseverança. Sem promessas e sem peso, depois eu conto o resultado.

A vocês, muitos sonhos, possíveis ou não, realizados neste novo ano.


Beijo bem grande, carinhoso e esperançoso

Kézia