
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A nós, saladas

terça-feira, 11 de outubro de 2011
Fecha esse livro e desliga este computador
Eu, Kézia, entrei numas de escolher nome de filho baseado em personagem de livro. Pensando bem, a frase não expressa a complexidade do momento. Tentarei de novo. Eu, Kézia, solteira sem date, entrei numas de escolher nome de filho baseado em personagem de livro. Ah, melhor! O primeiro poderia ser Beleg Arcoforte. Ai gente, claro que eu não faria isso com um filho meu. Eu cresci Kézia Renata. Eu conheço a vida. Seria apenas Beleg (que, aliás, eu pronuncio Belég). E nessas eu comecei a achar que todos pensam assim. Que todos os nomes têm história. O meu tem, ué. O meu existe em um contexto. Daí eu me tornei uma daquelas pessoas que conhecem uma Clarice e perguntam se é por causa da Lispector. Mas como eu poderia imaginar que uma mãe Clara e um pai Ulisses poderiam querer somar seus nomes, uai? Ok, então eu sou a única que pensa assim. Tá, não sou. A Noely também é. Porque todos (eu) sabemos (sei) que a Sandy tem este nome em homenagem a Sandy-tell-me-more-tell-me-more. Já somos duas! É, eu sei. Talvez seja prudente trocar o livro. Pensar em Edmundo. Lúcia. Principezinho. Tá. Talvez seja prudente desligar este computador e dar uma olhada nos nomes lá fora. Estes nomes que perguntam o meu. Estes mesmos nomes que saem da página do facebook e sabem dançar ali fora. É. Prudente. Se der certo vocês me acompanham no coro? Tell me more, tell me more, was it love at first sight? Aha aha aha aha aha
Kézia