quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Neste abraço
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Porque ele não me liga
Por que ele não liga? Eu me pergunto enquanto olho o celular em intervalos de 15 minutos. Por que ele sumiu se o nosso último encontro foi ótimo? Eu me questiono quebrando a cabeça para encontrar uma resposta coerente. O que eu fiz? Eu me culpo enquanto repasso todos os momentos em busca de pistas. Por que ele sumiu? E um pouco antes de cogitar morte acidental, decido buscar ajuda. Uma explicação. Um motivo. Uma resposta, vinda não necessariamente dele, mas de alguém que me ame o bastante para não me chamar de doida, mas me respeite o suficiente para me dizer a verdade. Luiz! Luiiiz! E a janelinha do Skype começa a piscar. Luiz, o que acontece? Por que os homens somem?
- Bom, os motivos são variáveis. Não vou levar em conta o clássico drama da menina que ficou com um cara na balada e espera eternamente a ligação dele. Balada não é lugar para achar o amor da sua vida. Isto pode acontecer. Mas é uma exceção e não a regra. Balada é lugar para extravasar. E é inevitável não se aproximar dos cafajestes, principalmente aqueles confiantes e de bom papo, e são justamente estes que vão se dar bem. Se você não acredita no que eu falo, pense naquele cara que chega em uma menina perguntando o nome, paga uma bebida e quer conversar.
Mas, deixando este clichê de lado, a pergunta é por que o atual homem dos seus sonhos deu um perdido depois de um encontro perfeito sugerido por ele? Simples. Expectativas. O início e o fim de todas as coisas. As expectativas.
- Exemplifique, Luiz.
- Certo:
1. Ele ligou depois que vocês se conheceram na balada. Parabéns! Foi tudo ótimo e valia a pena outro encontro. Então, depois de um jantar maravilhoso, em sua opinião, ele some. O que aconteceu? Expectativas. Na balada você estava solta, descontraída e simpática, porém no jantar você já não era a garota decidida e que o deixou empolgado enquanto fazia charme para ficar com ele. Ele esperava a garota da balada e você mostrou que nem sempre é a garota da balada. A satisfação é a morte do desejo.
2. Vocês se conheceram no trabalho, academia ou outra atividade da qual os dois gostam. Bom começo, afinal, vocês já têm algo
3. Indicação de amigos. Sua melhor amiga acabou de começar a namorar e o namorado dela tem um amigo que tem tudo a ver com você. Depois de olhar o facebook dele, você fica super interessada, têm interesses em comum, ele viajou por lugares legais e assim por diante. Enquanto isso o rapaz está ouvindo muitas coisas a seu respeito, já que sua amiga... bem, ela é sua amiga. Ele começa a transformar você na mulher dos sonhos dele, mas quando te conhece as coisas não são como no sonho dele. Você não é ruim, não é o patinho feio, simplesmente não é a menina com quem ele sonhou e ele não quer mais.
E por aí vai. Um cara pode sumir por milhares de motivos, mas a base é a idealização de algo que não condiz com a realidade. E, em suma, ele não está a fim desta realidade. Simples assim. E quando ele some não adianta chorar, continuar ligando, cutucando no facebook, chamando no MSN, enviar SMS dizendo “ouvi aquela música e lembrei de você” ou qualquer outra forma de contato. Tudo será em vão e só fará o cara se afastar mais. Porque quando um homem quer, ele move os céus para encontrar você e, relaxa, ele encontra. Cabe a você decidir se quer ou não esperar.
... Substitua a palavra balada no exemplo 1 por churrasco e, pronto! Eu já passei por todas as situações. Este sentimento de rejeição incomoda por uma ou duas semanas (o período que eu ainda mantenho a esperança de que ele vai ligar), mas bastam algumas terapias pelo Skype, muitos amigos tolerantes e um cadinho de amor-próprio para retomar a consciência e finalizar: poxa, ele sumiu? Melhor assim. Antes fazer isso agora a ficar aqui por um tempo e causar danos maiores depois. Para ficar aqui tem que estar disposto. Eu sigo acreditando que o amor é uma coincidência. Mas isso já é outra conversa.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A japonesa, o circunstancialmente gago e o pedido
Da última vez que a encontrei, interrompendo uma amiga que falava de vestidos de noiva e decoração de festa, perguntei: “e vocês, japonesa, namoram há tanto tempo e não pensam em casar?”. Pergunta que a faz rir e dizer apontando a cabeça pro lado de forma acusativa “eu quero, mas vai falar pra ele. Cada vez que digo o bicho fica gago”. Comentário que ele aparentemente não ouve, já que parece bem envolvido na conversa dos meninos. Bonito isso, como só mulher parece querer casar, né? Mas, beleza. Eis que um mês depois, estou viajando e recebo um email em que ela me convida para seu aniversário. Respondo dizendo que estou viajando e ela diz que sabia disso, mas não poderia deixar de me convidar mesmo assim. Coisas de uma amizade desde a primeira semana de faculdade. Eis que volto de viagem. Eis que estou pela internet e encontro fotos do aniversário. E assim, passando pelas imagens, me deparo com ele, de joelhos, alianças em uma caixinha, parecendo mesmo gaguejar. Começo a ficar irritada de ter escolhido viajar justo nesta data. Tanta coisa no mundo pra eu perder e vou perder justo um pedido de casamento, assim, feito de joelhos. Eita ferro! Pelo beijo cheio de sorrisos da foto seguinte, evidentemente ela aceitou. E pelo olhar pequeninho e a risada incontida que ele demonstra enquanto põe a aliança nela, vejo que certamente não é só mulher que quer casar. Estou certa ou enxergando coisas?
Beijo grande
Kézia
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Ela tem um amigo para me apresentar
“Conheça um homem de atitude” dizia o título do email, fazendo uma clara referência ao momento que eu vivia e que apaixonada e erroneamente eu, com a concordância de todas as minhas fiéis amigas, chamava de falta de atitude (o que era obviamente uma falta de interesse, mas isso a gente só se convence quando ele aparece ali, todo cheio de atitude, com outra). Abri o email rindo por aquilo estar acontecendo de novo e engoli o riso, porque sim, ele era muito lindo! Situação muito comum aos solteiros (não ele ser lindo e disponível. Isto é incomum). Mas ter uma amiga que tem um amigo. Ou o namorado da amiga que tem um amigo. Ou alguém que conhece alguém que combina comigo. Com base na minha experiência, vejo que os perfis geralmente se repetem e a apresentação feita por minhas amigas é mais ou menos assim:
Este cara é divertido. Geralmente ela parece querer tirar de circulação o cara que fica ligando pro namorado dela altas horas da noite convidando pro bar. Ele comenta sobre ressaca e futebol, enquanto ela me diz “é tudo casca... ele só precisa de uma mulher”. Fico feliz por não sofrer da síndrome da Bela (e passar os dias tentando fazer dele o que eu imagino ser um príncipe).
- “Ele é atleta!”
Esta classe é nova e ainda não tenho muito o que falar – boa oportunidade para minhas amigas me levarem a um estudo de caso;-) – mas todos os trilheiros entram aqui. Só fico meio assim quando a primeira foto que vejo dele evidencia um peito inchado e um tanquinho chapado (sim, bem na foto de perfil e com aquele olhar ‘sou tão lindo, que poderia ser modelo. RISOS’)
- “Ele é monogâmico”
Eu sei que esta afirmação deveria ser redundante (amém!), mas eu realmente já ouvi “ele é inteligente, engraçado e monogâmico”. O que dizer?
- “Eu não vou falar muito, porque ele é meu amigo”
Numa dessas, ele gosta de crianças, ou sabe cozinhar, pode entender de vinhos, ser o maior mochileiro da galáxia e ainda ser mineiro, pode escrever bem, usar camisa xadrez e até mesmo estar saindo de um relacionamento e não querer se envolver, ter o humor lindamente sarcástico, ser gentil ou simplesmente olhar nos olhos. Seja lá como ele for, muitas vezes elas estão certas. Ele é mesmo muito bacana. O que acontece é que certamente ele vai sair de mansinho, deixando um mistério no ar, aquele negócio que instiga e me faz olhar pra ele pensando “mas qual é a desse cara?”. Seja pelo desafio, seja pela minha curiosidade, são estas histórias que vão se estender e estender e estender e ... vai entender?
Sabe, eu entendo as minhas amigas que são muito felizes com seus respectivos e gostariam que a nossa mesa deixasse de ter esse número ímpar. Eu entendo também os caras do lado de lá que, às vezes, de tanto ouvir falar de mim passam por este blog e fecham a página achando que sou legal – por favor, não acreditem em tudo que eu escrevo (nem mesmo neste texto!). Aproveito para lembrá-los que elas são minhas amigas, então relevem toda insistência. E hoje, eu me dirijo a vocês que eu já conheci: bom, eu nunca fiz por mal. Gosto de saber que logo depois de me conhecerem muitos se apaixonaram e até conseguiram namorar (outras, claro). Fico feliz por imaginar que funciono como uma terapia. Ou um desatar do céu. Sei lá. Aos que continuam procurando: melhor sorte da próxima vez. Quanto a mim, foi divertido! Vocês são bacanas, rapazes. Só não eram meus. E aos que ainda não me conhecem: tenham paciência e muito cuidado, eu sou ácida, mas sou ótima!
Kézia
PS - Bom, vocês podem perceber que estou postando pouco (quase nunca), mas é que ando tão sem idéias, e quando surge uma, eu escrevo assim. Francamente, Kézia. Francamente.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Enquanto você não chega
Eu preparo tudo e espero você chegar. Quem sabe esta noite? Quem sabe ainda antes de pagar a conta? Mas no caminho de casa eu percebo que, não, você não estava na mesa ao lado. Nem era você mudando a música. Nem é você me perguntando se está quentinho agora. Você não me perguntou onde eu queria almoçar. Não disse que meu cappuccino é bom. Nem que este piquenique no parque deixou o pôr-do-sol mais bonito. Quando a segunda foi difícil, eu não tinha seu telefone para poder conversar. Quando a terça estava livre, ela continuou livre. E na quarta depois da aula, você não estava me esperando. Na quinta você não me acompanhou àquele happy. E a sexta ficou meio assim sem você. E daí antes de concluir o “mais uma...” eu começo a concordar que, sim, “é menos uma”. Menos uma semana sem você. Porque eu sei que aí, aí deste lado, você também não fica feliz quando ouve este toque de viola sozinho, nem quando a lua cheia fica tão linda que parece trazer a certeza que tudo vai ficar bem. Nem quando a cadeira ao lado continua vazia. Nem quando alguém te pergunta sobre mim. E bem aí, aí onde você está, você sabe que eu estou aqui. E talvez, assim como eu, você esteja meio sem entender direito, sem enxergar sinais, tentando não se importar com o vento, mas percebendo lá no fundo do espírito esta intuição que te assegura que falta pouco. Só mais um pouquinho. Que vale a pena esperar. Que isto também vai acontecer. E eu prometo me comportar direitinho e parar de dizer que você não está aqui quando eu preciso. Porque eu sei que eu também estou chegando. E falta muito pouco. E por isso eu preparo tudo e espero você chegar.